windmills by fy

06/05/2014

451 Fahrenheit’s girl

Filed under: Uncategorized — Fy @ 8:27 AM

 

foto far a

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trata-se , afinal , de falar de literatura , mas de falar de literatura filosoficamente , isto é , do ponto de vista da filosofia .

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fahrenheit_451

 

Fy

30 Comments »

  1. É verdade Fy, nesta fábula do Bradbury, o conhecimento, a imaginação e a faculdade Pensar, eram consideradas drogas alucinógenas, rsrsrs, proíbidas. Lí Fahrenheit 451 na faculdade, lá se vão alguns anos e não ví o filme. Mas me lembro que me impressionei com o detalhe dos pedestres. Pedestres iam presos, porque caminhar incita ao pensamento. Baixei o filme, amanhã trarei minhas impressões atualizadas. Mas gostei muito, realmente Clarisse ou Clarissa, não me lembro, foi o LSD do protagonista. Só me resta saber “como” sua cabecinha foi buscar 1953. Bia ?
    Isabel

    Comment by Isabel — 06/05/2014 @ 12:15 PM

    • Oi Bel, viu só como a curiosidade, as conexões e o sublime dom do raciocínio desta moçada não se acanha diante de limites, e até ri dos pretensos limites temporais? Respondendo sua pergunta, não, não. Minha contribuição se resume apenas em ter o livro, ainda, hehehe, e os seguimentos, a ligação com a eterna Lucy in the sky: também nossa contêmporânea, foi mesmo fruto destes fluxos uranianos incríveis que apenas ajudei a colocar neste nosso mundo. A curiosidade foi instalada por um bate-papo, em que o Gustavo colocou a autor e sua visão profética. O poster ficou tão lindo que estou relendo 451 Fahrenheit ao som da Katie Melua, que também é uma revisão encantadora da eterna Lucy em seu céu de diamantes a refletir o maior de nossos dons : a Imaginação. Para todos, um beijo da Bia e em especial, para minha filha!

      Comment by Bia — 07/05/2014 @ 1:08 AM

      • aêeee Bia blue ! bj pra vc !
        Fy

        Comment by Fy — 09/05/2014 @ 1:52 AM

    • taí Bel, a Bia já respondeu, hahahaha
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 1:53 AM

  2. Sempre leio o blog, me emociono, sinto um nó na garganta, alegria e tristeza…. Meu Deus, que bom que vc existe, Fy!

    Comment by Mel — 06/05/2014 @ 1:11 PM

    • ah… Mel, que bom que vc e vcs existem ! Veja só – eu nunca imaginei q este post fosse provocar comentários tão incríveis…. e eles vieram só de vcs ! –
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 1:51 AM

  3. Bom Dia!
    Parabéns, Fy, mais um bate-papo que surte efeito. Quem dera um efeito replicante, um meme benéfico… .
    E, como disse a Bel, extinguir a possibilidade do Pensamento e transformá-lo em uma droga proibida é uma sacação sensacional, bem mais simplificada do que ‘ocupar a mente’ com absurdos apocalípticos ou distraí-la com homéricas e, muito engraçadas, por sinal, escaladas para o Nada e seus nirvanas budistas, que impõem à mente, sua aniquilação.
    Lobotomizados de uma forma ou de outra, não raciocinam: reagem aos estímulos e à ‘Ordem’ . É um método absolutamente simples e, numa visão geral, muito menos dispendioso de comandar uma boiada e usufruir de seu Trabalho.
    Volto na sequência, mas… êeeta manhã linda! É pra abrir o peito e respirar bem fundo, oxigenar o cérebro e raciocinar melhor e cada vez mais!
    beijo a todos,
    o orgulhoso tio Guz

    Comment by Gustavo — 07/05/2014 @ 12:37 AM

    • É pra abrir o peito e respirar bem fundo, oxigenar o cérebro e raciocinar melhor e cada vez mais!

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 1:49 AM

  4. Huxley, entre outros (Orwell) tentou explicar o mesmo método. Começou com um mundo novo, robótico e admirável e se afogou em seguida numa ilha deserta. Ainda no ritmo do post do Saravá, Salve Lucy, my friends.
    Gabriel

    Comment by Gabriel — 07/05/2014 @ 2:36 AM

    • Começou com um mundo novo, robótico e admirável e se afogou em seguida numa ilha deserta. > eu nem acredito que este post tenha despertado tantos comments incríveis…..

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 1:05 AM

  5. Everyone smiles as you drift past the flowers
    That grow so incredibly high …
    Io Lucy!

    Crowleyando Lucy:

    And wash thy white thigh, beautiful God,
    In the moon, of the woods, on the marble mount,
    The dimpled dawn of of the amber fount !
    Dip the purple of passionate prayer
    In the crimson shrine, the scarlet snare,
    The soul that startles in eyes of blue
    To watch thy wantoness weeping through
    The tangled grove, the gnarled bole
    Of the living tree that is spirit and soul
    And body and brain -come over the sea,
    (Io Pan ! Io Pan !)
    Devil or god, to me, to me,
    Io Pan !

    Comment by Gabriel — 07/05/2014 @ 2:47 AM

    • Io Lucy ! … that grow so incredibly high …
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 12:50 AM

  6. …. tenho que ver o filme primeiro, &*¨%* é mais rápido que ler o livro… ( bricadeirinha fahrenheit) . Mas o post tá simplesmente lindo…. (diabolicamente lindo?)
    biejocas da Ju, pessoas. Amo voceisinhos.

    Comment by Juliana — 07/05/2014 @ 4:01 AM

    • se tá diabólico, tá bom …. cheio de maçãs….
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 12:47 AM

  7. Cão de caça mecânico (Sabujo) existe somente no livro, não aparecendo no filme de 1966. É uma máquina de oito patas desprovida de sentimentos, ele pode ser programado para caçar e matar livre-pensadores seguindo-os apenas por seu olfato. Pode se lembrar de até 10000 outros cheiros. Ele é focado somente na destruição que ele é programado. No seu focinho, tem uma prosbócide que pode injetar quantidades letais de morfina e procaína em sua presa. Embora Montag tenha sobrevivido a uma dessas injeções, assim mesmo ele sofre enorme dor, mas apenas por um período curto de tempo. O primeiro cão visto na história, é encontrado quando Montag põe fogo nele com seu lança-chamas. O segundo é programado a encontrar um homem chamado Montag que serviu para o divertimento das pessoas que assistiam à perseguição dele pela televisão.

    – Acabei de ler no Estadão:

    Cavalaria da PM terá armadura para enfrentar protestos na Copa
    Cavalos já estão sendo treinados com novo equipamento, que inclui viseira de acrílico, botas antiderrapantes, protetor facial e um cobertura de couro maior no peito

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,cavalaria-da-pm-tera-armadura-para-enfrentar-protestos-na-copa,1162936,0.htm

    – êeeeta paísínho de Otários ….

    Comment by Fy — 07/05/2014 @ 6:54 AM

  8. “Viver é ser outro. Nem sentir é possível se hoje se sente como ontem se sentiu: sentir hoje o mesmo que ontem não é sentir – é lembrar hoje o que se sentiu ontem, ser hoje o cadáver vivo do que ontem foi a vida perdida.

    Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoção – isto, e só isto, vale a pena ser ou ter, para ser ou ter o que imperfeitamente somos.

    Esta madrugada é a primeira do mundo. Nunca esta cor rosa amarelecendo para branco quente pousou assim na face com que a casaria de oeste encara cheia de olhos vidrados o silêncio que vem na luz crescente. Nunca houve esta hora, nem esta luz, nem este meu ser. Amanhã o que foi será outra coisa, e o que eu vir será visto por olhos recompostos, cheios de uma nova visão.

    Altos montes da cidade! Grandes arquitecturas que as encostas íngremes seguram e engrandecem, resvalamentos de edifícios diversamente amontoados, que a luz tece de sombras e queimações — sois hoje, sois eu porque vos vejo, sois o que [não sereis] amanhã, e amo-vos da amurada como um navio que passa por outro navio e há saudades desconhecidas na passagem.”

    ~ Bernardo Soares (semi-heterônimo de Fernando Pessoa), em “O Livro Do Desassossego”

    e a palavra é “desassossego” . Aquela centelha que provoca o pensamento. Aloha, Fahrenreit Girl.

    (tio) Renato

    Comment by Renato — 07/05/2014 @ 7:04 AM

    • tão lindo, não é ?
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 12:46 AM

  9. Fy, Fahrenheit é um bom livro e o Gabriel foi muito feliz ao citar alguns de seus similares. Minha crítica desfavorável aconteceu exatamente quando Montag vai parar na cidade dos homens da floresta. Eu teria parado a leitura naquele momento, não fôsse a curiosidade. Então me pergunto, será que o Bradbury não percebeu a tremenda incoerência neste seu capítulo? Imagine cérebros e cérebros cujo conteúdo seja um livro armazenado ou cérebros e cérebros atendo-se a decorar um livro. O escritor aqui apenas reverteu seu próprio argumento. Se a função é estimular o raciocínio, o pensamento, renová-lo e extrair significados, zero para esta ferramenta do Bradbury.
    abraço
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 07/05/2014 @ 11:45 PM

    • João Pedro : perfeito.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 12:45 AM

  10. Aloha JP, esta sua crítica foi essencial! Vamolá… vamolá…. medidas políticas extremistas inspiram medidas reacionárias extremistas, tá certo.Mas o Bradbury foi uma besta recorrendo a uma idéia que por mais bordada e decorada que nos pareça, nada mais é que um bumerangue. E é aí que reside o êrro de todo o conteúdo ou de toda a mensagem que o cara quis transmitir. É como se tivesse criado uma distopia similar à distopia que ele sugere, o que seria normal neste mundo real, mas no livro, como antítese, a argumentação é um ex-machina absurdo mesmo em ficção.
    Resumindo, o post da Fy tá bem mais elaborado que o livro, por não destacar os homens-livro e sim a Lucy, uma Clarissa eclética e caleidoscópica,hehehe.
    Abraço a todos,
    TocaYo

    Comment by Tocayo — 08/05/2014 @ 12:42 AM

  11. beijo, menina

    Comment by Tocayo — 08/05/2014 @ 12:45 AM

    • hahahahahaha
      beijo, menino.

      Comment by Fy — 09/05/2014 @ 12:44 AM

  12. Bacana mesmo esta observação do João Pedro sobre os homens-livro. Claro que compreendendo muito bem a necessidade ou reação a uma medida tão absurda quanto autoritária (toda medida autoritária é absurda), como tão bem posicionou o Tocayo, não deixamos de ter mais uma anulação do pensamento, da imaginação seguidas por um constrangimento das emoções. E aí voltamos para o post, ou para aquilo que o autor chama de dom, ou suscetibilidade sensitiva, diferente em cada um de nós.

    Explicando, começarei com a palavra experiência. Poderíamos dizer, de início, que a experiência é, em espanhol, “o que nos passa”. Em português se diria que a experiência é “o que nos acontece”; em francês a experiência seria “ce que nous arrive”; em italiano, “quello che nos succede” ou “quello che nos accade”; em inglês, “that what is happening to us”; em alemão, “was mir passiert”. A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça.
    Walter Benjamin, em um texto célebre, já observava a pobreza de experiências que caracteriza o nosso mundo. Nunca se passaram tantas coisas, mas a experiência é cada vez mais rara. Em primeiro lugar pelo excesso de informação. A informação não é experiência. E mais, a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase o contrário da experiência, quase uma antiexperiência. Por isso a ênfase contemporânea na informação, em estar informados, e toda a retórica destinada a constituir- nos como sujeitos informantes e informados; a informação não faz outra coisa que cancelar nossas possibilidades de experiência. Um tipo de condicionamento “benéfico”, como diz o argumento do Bradbury? Politicamente interessante?

    O sujeito da informação sabe muitas coisas, passa seu tempo buscando informação, o que mais o preocupa é não ter bastante informação; cada vez sabe mais, cada vez está melhor informado, porém, com essa obsessão pela informação e pelo saber (mas saber não no sentido de “sabedoria”, mas no sentido de “estar informado”), o que consegue é que nada lhe aconteça. A primeira coisa que gostaria de dizer sobre a experiência é que é necessário separá-la da informação. E o que gostaria de dizer sobre o saber de experiência é que é necessário separá-lo de saber coisas, tal como se sabe quando se tem informação sobre as coisas, quando se está “informado”.

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 08/05/2014 @ 11:07 AM

  13. continuando ainda com Benjamim, que afirma ser o periodismo: que aqui coloco como bombardeio midiático, e mais abaixo como o movimento periodizado que preenche a rotina da maioria, além de desenhar ciclos de vida: períodos, o grande dispositivo moderno para a destruição generalizada da experiência.

    O periodismo nos dois sentidos, destrói a experiência, sobre isso não há dúvida, e o periodismo não é outra coisa que a aliança perversa entre informação e opinião. O periodismo é a fabricação da informação e a fabricação da opinião. E quando a informação e a opinião se sacralizam, quando ocupam todo o espaço do acontecer, então o sujeito individual não é outra coisa que o suporte informado da opinião individual, e o sujeito coletivo, esse que teria de fazer a história se- gundo os velhos marxistas, não é outra coisa que o suporte informado da opinião pública. Quer dizer, um sujeito fabricado e manipulado pelos aparatos da informação e da opinião, um sujeito incapaz de experiência. E o fato de o periodismo destruir a experiência é algo mais profundo e mais geral do que aquilo que derivaria do efeito dos meios de comunicação de massas sobre a conformação de nossas consciências.

    O par informação/opinião é muito geral e permeia também, por exemplo, nossa idéia de aprendizagem, inclusive do que os pedagogos e psicopedagogos chamam de “aprendizagem significativa”. Desde pequenos até a universidade, ao largo de toda nossa travessia pelos aparatos educacionais, estamos submetidos a um dispositivo que funciona da seguinte maneira: primeiro é preciso informar-se e, depois, há de opinar, há que dar uma opinião obviamente própria, crítica e pessoal sobre o que quer que seja. A opinião seria como a dimensão “significativa” da assim chamada “aprendizagem significativa”. A informação seria o objetivo, a opinião seria o subjetivo, ela seria nossa reação subjetiva ao objetivo.

    Além disso, como reação subjetiva, é uma reação que se tornou para nós automática, quase reflexa: informados sobre qualquer coisa, nós opinamos. Esse “opinar” se reduz, na maioria das ocasiões, em estar a favor ou contra. Com isso, nos convertemos em sujeitos competentes para responder as perguntas dos professores que, cada vez mais, se assemelham a comprovações de informações e a pesquisas de opinião. Diga-me o que você sabe, diga-me com que informação conta e exponha, em continuação, a sua opinião: esse o dispositivo periodístico do saber e da aprendizagem, o dispositivo que torna impossível a experiência.

    Em terceiro lugar, a experiência é cada vez mais rara, por falta de tempo. Tudo o que se passa passa demasiadamente depressa, cada vez mais depressa. E com isso se reduz o estímulo fugaz e instantâneo, imediatamente substituído por outro estímulo ou por outra excitação igualmente fugaz e efêmera. O acontecimento nos é dado na forma de choque, do estímulo, da sensação pura, na forma da vivência instantânea, pontual e fragmentada. A velocidade com que nos são dados os acontecimentos e a obsessão pela novidade, pelo novo, que caracteriza o mundo moderno, impedem a conexão significativa entre acontecimentos. Impedem também a memória, já que cada acontecimento é imediatamente substituído por outro que igualmente nos excita por um momento, mas sem deixar qualquer vestígio. O sujeito moderno não só está informado e opina, mas também é um consumidor voraz e insaciável de notícias, de novidades, um curioso impenitente, eternamente insatisfeito.

    Quer estar permanentemente excitado e já se tornou incapaz de silêncio. Ao sujeito do estímulo, da vivência pontual, tudo o atravessa, tudo o excita, tudo o agita, tudo o choca, mas nada lhe acontece. Por isso, a velocidade e o que ela provoca, a falta de silêncio e de memória, são também inimigas mortais da experiência. Por isto a prisão dos “Pedestres” na ficção de Bradbury. Nessa lógica de destruição generalizada da experiência, estou cada vez mais convencido de que os aparatos educacionais também funcionam cada vez mais no sentido de tornar impossível que alguma coisa nos aconteça. Não somente, como já disse, pelo funcionamento perverso e generalizado do par informação/opinão, mas também pela velocidade. Cada vez estamos mais tempo na escola (e a universidade e os cursos de formação do professorado são parte da escola), mas cada vez temos menos tempo.

    Esse sujeito da formação permanente e acelerada, da constante atualização, da reciclagem sem fim, é um sujeito que usa o tempo como um valor ou como uma mercadoria, um sujeito que não pode perder tempo, que tem sempre de aproveitar o tempo, que não pode protelar qualquer coisa, que tem de seguir o passo veloz do que se passa, que não pode ficar para trás, por isso mesmo, por essa obsessão por seguir o curso acelerado do tempo, este sujeito já não tem tempo. Nada, a não ser ‘períodos’ lhe acontece.

    É a versão atualizada de Montag.

    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 08/05/2014 @ 11:36 AM

  14. O sujeito moderno não só está informado e opina, mas também é um consumidor voraz e insaciável de notícias, de novidades, um curioso impenitente, eternamente insatisfeito.

    Nossa Gustavo, que comentário incrível!!!!! – Isto merecia um post, – e olha: não sou militante do niilismo negativo… não, mas uma partidária impermeável, hahaha, do niilismo positivo…. Claro que o ideal seria o casamento entre informação e experiência ou o contrário…. Mas, é impossível que haja informação sem experiência. Por outro lado, experiência é a verdadeira informação. Não me embananei não, hahahaha > mas podemos continuar explorando o sentido de experiência.

    Ás vezes escreve-se a cavalo.
    Arrebentando, com toda a carga.
    Saltando obstáculos ou não.
    Atropelando tudo, passando por cima sem puxar o freio – a galope – no susto, disparado
    sobre as pedras, fora da margem feito só de patas, sem cabeça
    Nem tempo de ler no pensamento o que corre ou o que empaca:
    Sem ter calma e o cálculo de quem colhe e cata feijão.

    Mallarmé, Kafka, Proust cavalgaram de outro modo seus textos literários, fazendo aparecer uma nova relação entre a literatura e a realidade, isto é, o texto literário não representa a realidade, não é cópia do mundo, existe aí um hiato, uma inadequação, uma arbitrariedade entre a realidade e o mundo, entre as palavras e as coisas, entre significados e os significantes.

    Não seria esta a 1ª mensagem do post?

    Jogar o que se leu > “fora” da leitura ? Não é esta a experiênica ?

    “A literatura, ao fundar a sua própria realidade, elide sujeito e objeto, mundo e realidade,
    também prescinde da certeza, da verdade, da representação, do significado, da consciência,
    do tempo cronológico e, desta forma, errante, móvel, nômade substitui a intimidade do
    sujeito pelo Fora da linguagem, isto é, o projeto moderno da literatura é colocar-se mais
    longe de si mesma.”

    bj
    Fy

    Comment by Fy — 09/05/2014 @ 12:38 AM

  15. Bom Dia Windmills, Fy
    O post é excelente, lindo, e faz pensar. Os comentários, para variar estão geniais. Este último do Gustavo me ajudou muito a concretizar melhor a mensagem do post. Mas é óbvio, entupindo-nos de informação, entupindo-nos de conceitos e opiniões rápidas, palpites instântaneos, ocupações contínuas, mentais ou físicas, como o excesso de trabalho, estamos constantemente repletos de informações e ansiedade. É uma bela jogada. Não tenho nada contra o conhecimento, sou professora há trinta anos, mas tenho o conhecimento como uma ferramenta para a vida e não como substituto. Parabéns a todos e muito obrigado. Um beijo a todos, Sofia

    Comment by Sofia Mastrada — 09/05/2014 @ 2:18 AM

  16. But it was just my imagination
    runnin’ away with me.

    It was just my imagination
    runnin’ away with me

    lindo! obrigado,
    Marianne

    Comment by Sofia Mastrada — 09/05/2014 @ 2:30 AM

  17. Toda a vez que eu venho aqui me sinto entrando em uma festa. Fazendo parte. E todas as vezes que comentei me sentí como alguem da família, e de uma família atenta ao que eu dissesse, como se estivesse em um bate-papo onde minha opinião, entre um café e outro, fosse muito importante. Obrigado a todos voces, e por mais este excelente post.
    Também sou professora, além de mulher e de estar viva. O que é o suficiente para concordar que o conhecimento sem a experiencia é inútil. Alem de lembrar o quanto é fácil e por isto perigoso preencher a mente de crianças pequenas. Imaginem a quantos séculos isto é feito sem nenhuma supervisão. Criar cidadãos pensantes é muito mais trabalhoso do que criar zumbis. Basta simplificar, e simplificar o conhecimento para que ele se restrinja ao necessário e útil. E cuja assimilação não exija demasiado trabalho para o cérebro. É complicado!

    Comment by Marília — 10/05/2014 @ 4:48 AM

  18. Oi Marília, que muito bom : a festa é nossa. E claro que sua opinião é importante. Veja só, me fez lembrar uma notícia que me deixou indignada…. – e assustada, pq em 451 Fahrenheit, a eliminação dos livros e do pensar começou exatamente pelo que vc mencionou. A simplificação dos livros, a substituição de palavras por palavras mais simples, a supressão de textos que insinuassem emoções fortes de alegria ou tristeza, até que eliminaram livros… e pensamentos. Eliminaram a fonte…. A notícia – parece brincadeira – é esta :

    Em vez de uma escola brasileira à altura de Machado, um “Machado” à baixura da escola brasileira

    Atenção, pai! Atenção, mãe. Este assunto parece não ter a importância da possível roubalheira na Petrobras. Parece não ter a importância dos grandes temas da política. E, no entanto, é infinitamente mais importante. Porque diz respeito ao futuro dos seus filhos. Atenção, estudantes! Isso aqui diz respeito ao país que seus filhos herdarão.

    Uma professora chamada Patrícia Secco, informa Chico Felitti, na Folha, decidiu reescrever clássicos da literatura brasileira. Segundo ela, os estudantes se desinteressam de alguns livros porque certas palavras são difíceis. E ela, então, se propõe a reescrevê-los. A primeira vítima será “O Alienista”, de Machado de Assis, a história do médico de loucos que terminou, ele próprio, no hospício.

    Infelizmente, a obra de Machado é de domínio público. Não se pode impedir ninguém de fazer essa besteira. O problema é que Patrícia vai assassinar Machado, na prática, com dinheiro público, já que conseguiu apoio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura.

    Assim, esta senhora vai reescrever o maior escritor brasileiro com o apoio do estado brasileiro. Haverá uma tiragem de 600 mil livros, a serem distribuídos nas escolas pelo Instituto Brasil Leitor.

    Ora, literatura não é só o que se diz. Também é como se diz. Uma das funções da escola é ampliar o vocabulário dos alunos. Além de todas as particularidades de estilo, um escritor do fim do século 19 não escrevia e não pensava como um do século 21. Estamos diante de uma violência cultural.

    Eis o erro fundamental. Em vez de o governo petista construir uma escola à altura de Machado de Assis, decidiu destruir Machado de Assis para deixá-lo à baixura — sim, a palavra existe! — da escola brasileira.

    É o fim da picada! A educação em nosso país é que está no hospício. A educação é que virou coisa de loucos.
    Por Reinaldo Azevedo

    taí.

    bj

    Fy

    Comment by Marília — 10/05/2014 @ 5:01 AM

    Comment by Fy — 10/05/2014 @ 5:03 AM

  19. Free Webmaster Guide

    Hi🙂 Thank you for the auspicious writeup. It if truth be told was a enjoyment account it. Glance complicated to far introduced agreeable from you! However, how could we keep in touch?

    Trackback by Free Webmaster Guide — 03/09/2014 @ 5:42 AM


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