windmills by fy

22/05/2014

aos lunáticos

Filed under: Uncategorized — Fy @ 8:09 AM

 

 

 

 

Fy

24 Comments »

  1. Influenciado pela Lua; aluado.
    Maníaco; excêntrico; visionário.
    P. ext. Louco.

    Eu vos abençoo, malucos, lunáticos, mágicos, criminosos, poetas! e os que saem para a rua, sem chapéu, por divino esquecimento! e os que vão falar a só, pelos caminhos… e os que olham a lua, latindo intimamente… e os que não se conformam, os que não seguem a lei nem o costume -, todas as criaturas onde o anjo da infância sobrevive. Eu vos abençoo, malucos, lunáticos, mágicos, criminosos, poetas! e os que saem para a rua, sem chapéu, por divino esquecimento! e os que vão falar a só, pelos caminhos… e os que olham a lua, latindo intimamente… e os que não se conformam, os que não seguem a lei nem o costume -, todas as criaturas onde o anjo da infância sobrevive – Teixeira de Pascoaes.
    Lúcidos os loucos que tentam tentaram raptar o poder da vida. Estes aterrorizam os deuses .
    André

    Comment by André — 22/05/2014 @ 10:08 AM

    • ah … também adoro estes lunáticos aí !
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:43 AM

  2. Esta voz chorosa da Norah Jones deve ser o epitáfio dos que suicidaram a vida em nome de um divino após.
    I don’t Know Why…..
    Abraço
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 22/05/2014 @ 10:32 AM

  3. Texto fantástico, excelente escritor. Eu percebí um certo impacto, não só pelo idioma, o autor é português e escreve em potugues de Portugal, mas pelo próprio conteúdo. Lá em cima o André colocou, bem a propósito os significados de Lunático. – E, no texto o Vitor Souza o categoriza como o realmente desiquilibrado, o louco. Aquele que ao se fanatizar por uma determinada idéia, transfere sua realidade para seu entorno. Naturalmente sacrifica sua vida em razão desta idéia de onde vem o suicídio da vida real.

    Por mais que nos pareça absurdo, não é tanto assim. Nos surpreendemos com o fanatismo religioso, eu diria até que ele realmente é pegajoso e nos abisma com razão. Mas nós… os lúcidos, quantas vezes não nos obcecamos por outras idéias, virtualidades também, como o amor, um partido político, uma determinada pessoa, um determinado ódio ou rancor ou mesmo vingança?
    Estaremos nos suicidando, ou “suicidando” a extensão de nossa experiência de vida ao nos fanatizarmos seja lá pelo que for? Teremos consciência das prisões cotidianas, que tanto mutilam nossa existência ?

    Beijo a todos,
    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 23/05/2014 @ 5:32 AM

    • Estaremos nos suicidando, ou “suicidando” a extensão de nossa experiência de vida ao nos fanatizarmos seja lá pelo que for? Teremos consciência das prisões cotidianas, que tanto mutilam nossa existência ?

      A correnteza

      Fluímos como um rio entre as margens imaginárias do tempo e do espaço.

      Momentos de místico.

      Momentos de cético.

      Momentos de filósofo.

      Momento de poeta.

      Momento de todos eles.

      Que confusão de eus!

      Estrelas morrem

      Numa explosão de luz.

      Que bom que fôssemos assim!

      A rotina nos protege

      Do caos de cada dia.

      Para nossa integridade,

      Resistimos.

      O ócio só é criativo para as pessoas criativas. Para as outras, é veneno.

      Valter da Rosa Borges

      Obrigado, lindo post.
      Marianne

      Comment by Marianne — 24/05/2014 @ 2:36 AM

      • Obrigado vc – mais uma vez!
        bj
        Fy

        Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:42 AM

  4. Nós… os lúcidos, foi ótimo, Gustavo. – Mas não tenhamos tanto apreço pela tal da lucidez também, cujo total alcance é patológico, convenhamos que normóticos traduzem uma categoria insuportável de lunáticos, rsrsrs. Qualquer transtorno de personalidade afeta todas as áreas de influência da personalidade de um indivíduo, o modo como ele vê o mundo, a maneira como expressa as emoções, o comportamento social. E a obsessão é um transtorno patológico sério. Mas os sintomas são recorrentes seja qual for o objeto ou dispositivo que as permeiem. Com freqüência, os psiquiatras tratam pacientes com transtornos psicóticos que são religiosos ou possuem alguma forma de espiritualidade. A maioria dos psiquiatras e outros profissionais de saúde mental, cientificamente treinados, acredita em uma visão de mundo secular, científica. Sigmund Freud acreditava que a religião causava sintomas neuróticos e, possivelmente, até mesmo sintomas psicóticos. Em Futuro de uma Ilusão, Freud (1962) escreveu: “Religião seria assim a neurose obsessiva universal da humanidade… A ser correta essa conceituação, o afastamento da religião está fadado a ocorrer com a fatal inevitabilidade de um processo de crescimento… Se, por um lado, a religião traz consigo restrições obsessivas, exatamente como, em um indivíduo, faz a neurose obsessiva, por outro, ela abrange um sistema de ilusões plenas de desejo com um repúdio da realidade, tal como não encontramos, em forma isolada, em parte alguma senão na amência, em um estado de confusão alucinatória beatífica…”. Pessoas portadoras de desequilíbrios tendem a se obcecar por algo. Seja o que for. Não há diferença hierárquica entre deus, um cobertor de infância, uma mulher, um homem, ou algum gesto compulsivo. Claro que o cenário, o espaço necessário para que esta atitude se mantenha é alternativo e irreal. É criado. E extremamente real para o obcecado.

    O texto é belíssimo. Não conhecia o autor e só posso cumprimentá-lo. Aliás, se a obsessão religiosa não fosse tão desagradável e perigosa para a humanidade; teríamos que olhá-la com muita compaixão. Porque é um desequilíbrio. Mesmo considerando fatores sociais que a expliquem.
    um beijo, Fy.
    Bia

    Comment by Isabel — 23/05/2014 @ 11:10 AM

    • Aliás, se a obsessão religiosa não fosse tão desagradável e perigosa para a humanidade; teríamos que olhá-la com muita compaixão. Porque é um desequilíbrio. Mesmo considerando fatores sociais que a expliquem.

      Exatamente Bel, não há como escorregar desta afirmação. Tudo que se atrita com o Discernimento é nocivo. Tudo o que o anula também. É como se forçar a fechar a olhos e achar que com isto apenas se enxerga o que convém .

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:40 AM

  5. Bom pessoal, eu sou um cara contrário à generalizações. É preciso saber, penso eu, o limite correto entre obsessão e gostos pessoais ou a quantidade de esforço que se coloca em algum objetivo. Outro dia por exemplo, assisti uma cena bizarra numa conversa num buteco com uns amigos. Um sujeito perguntou a um amigo meu se ele sofria de Vigorexia quando ele se despediu dizendo que ia pra academia. O meu amigo não sabia o que era, nem eu, e a situação ficou mais bizarra ainda quando o fulano respondeu que era a doença obsessão da época, malhar o corpo pra ficar forte, por culpa da frivolidade atual, promovida pelo capitalismo, pela concorrência, e a puta que o pariu a quatro. Então, talvez fosse mais correto entender que em todas as nossas escolhas, preferências ou fés, existem os que atravessam os limites. Quem sabe até por algum desequilíbrio já existente, ou qualquer coisa assim. Mas, quantas vezes um teco de obcessão é necessário pra que agente atinja uma meta?
    Em relação à crenças, crendices, mundos e realidades imaginárias que sustentem estas paranoias, tudo bem, mas é preciso cuidado pra não viver se patologisando.
    Abraço,
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 23/05/2014 @ 11:34 AM

    • Eu concordo Jonas, – mas no caso das religiões , como explicou o Gustavo, é preciso mesmo ter algum desvio… é patológico sem refutações. Até pq não existe “meio-religioso” ou religioso assim ou daquele jeito. É preciso um parâmetro para que se seja crente – do jeito que for – . O parâmetro é naturalmente rejeitado pelo raciocínio saudável.. ou não…
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:37 AM

  6. Isto se chama Síndrome de Adônis, também, João Pedro. Eu não nego que existam obsessões, não. Mas também é inegável que hoje em dia a medicina transformou tudo em síndrome. Eu não sou religiosa, nunca fui, mas devo ter uma porção de obsessões. Aparentemente nenhuma me faz mal e nem a ninguém, que eu saiba. Acho até que gosto de algumas. Mas todas elas não passam de mecanismos para lidar com a realidade, pensando bem. E não precisam de realidades alternativas. Eu não teria tempo pra isso.Pensando bem não ando tendo tempo pra pirar.
    bjocas da Carolzinha

    Comment by Carol — 23/05/2014 @ 11:41 AM

    • Verdade Carolzinha, – como será a dinâmica do cérebro destas pessoas capazes de encontrar tempo e falta de raciocínio pra embracar nestas bar-ba-ri-da-des?

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:32 AM

  7. Nas romarias dos lunáticos ocorrem os eclipses da lua, que empurram o sol para enegrecer a terra.
    Ta bem aí. Forte, real.
    Jonas, concordo com você, nada pior do que generalizações. Mas o Vitor Souza me impressionou. Caraca! Quanta verdade em forma de poema. Tô quase não torcendo, do jeito que eu sempre torço, pra que esta crentaiada se suicide. Fiquei mal, afinal eles mergulhariam num êxtase indecente ao serem crucificados e lenhados e esburrachados, tal qual o vitimado deus que eles lunatizam tanto. E a terra poderia ficar feliz pecando as baldas e em paz. Se pudessem cobrar por alguma seção de suicídio coletivo a pastorada já teria feito, O mais rentável é manter a crentaiada alucinada. Pra mim, não existe crente que não seja louco.

    Comment by Gabriel — 23/05/2014 @ 12:14 PM

    • hahahahaha.

      Tá difícil de aguentar, sim, Gab. Mas eu considero isto transitório. Tire por aqui : por maior que seja a falta de escolaridade e informação em lugares como o Br – nós temos um festival de moçada em qq dia ensolarado – espalhadas pela praia ou curtindo um festival de surf. A igreja virou ponto de encontro… – mas qdo pinta sol : a moçadinha manda tudo pro espaço!
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:31 AM

  8. Bom Dia Windmills, Fy,
    Mais um post incomparável, palavras carregadas de emoção e poesia. A grande finalidade de certas pregações é matar a vida. Roubar-lhe o valor e aumentar seus tesouros vergonhosos. Investir na estupidez e na ignorância.
    Mais do que nunca é preciso saudar a vida e seus verdadeiros milagres, deixar de investir em outras realidades.
    beijo meus querdos amigos,
    Sofia

    Comment by Sofia Mastrada — 24/05/2014 @ 2:09 AM

    • Oi Sofia, obrigado pelas palavras.
      Qualquer pensamento que considere o valor da vida e sua integridade é mais do que bem vindo.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:27 AM

  9. http://veja.abril.com.br/090102/entrevista.html

    Entrevista: Michael Shermer

    Diretor de ONG americana que combate as superstições diz que vivemos uma era de irracionalismo e que acreditar em tudo pode ser perigoso

    Comment by Gabriel — 24/05/2014 @ 2:50 AM

    • Outra coisa que merece ser publicada, Gab.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:26 AM

  10. Comment by Patrícia — 24/05/2014 @ 5:23 AM

  11. O ódio místico ao corpo não é santidade, é loucura.

    Há loucos que pensam que são místicos.

    Há místicos que parecem loucos.

    A obsessão pelo sacrifício. A presunção de santidade. A incontida ânsia pela salvação. A vaidade do martírio. São os sintomas mais comuns da patologia mística.

    Quem castiga corpo não ama a si mesmo. É um esquizofrênico, porque percebe seu corpo como algo que o prejudica. Os autoflagelantes são carrascos de si mesmos.

    A vaidade oculta nos andrajos

    Dos santos masoquistas e nauseabundos.

    A lascívia incontida dos gurus.

    A tentação coçando na tonsura

    De frades deleitados em modéstia.

    Os íncubos e súcubos povoando

    Os sonhos dos frades na clausura.

    Valter da Rosa Borges

    Marianne

    Comment by Marianne — 24/05/2014 @ 5:25 AM

    • Marianne, este escritor merece uma medalha. Vou publicar isto…. – é gritante este desprezo, esta aversão ao corpo e este desvio mental chamado santidade. Qts tragédias, qts horrores não se deve a esta deturpação. Eu comparo esta mesma paranoia às teorias de individuação junguianas,àos princípios budistas e às doenças cristãs, ou judaico-cristãs. Tudo sem falar no islamismo…. que é um crime – como todos estes outros devios. – Mto bom : gostei muito.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 24/05/2014 @ 10:25 AM

  12. Aloha pessoal,

    No caso, o texto se refere às vítimas de transtornos delirantes e esquizofrênicos, bordados de características mágicas atravessadas por pensamentos obsessivos e a bizarria zagunzada de comportamentos compulsivos principalmente com o comprometimento da crítica, que revigora estas alucinações conforme a grana entra. Um crime. Os infelizes entram numa de pseudoalucinações auditivas e visuais. Completamente convencidos de que o deus tá lá no túnel, na cama ou no buteco, como lembrou o JP. Casos perdidos, na minha opinião, quando estes religiosos, ou sei lá o que, deixam de reconhecer estes sintomas como absurdos. A Fy foi vítima destes ataques lá naquele Transtorno Delirante que alguem ainda chama de blog. E existem milhares de covís assim pela web. Bom lembrar como são perigosos. e engraçados.

    Mas, isto aqui tá meio sombrio… e eu também tenho umas obsessões deliciosas. Não abro mão.
    Minha maior obsessão é cheia de sol, viva e mais do que real. – Pra ela:

    beijo, menina
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 24/05/2014 @ 1:59 PM

  13. ah …. beijo menino !
    Fy

    Comment by Fy — 25/05/2014 @ 1:51 AM

  14. Caytooooo
    Tô pagando um cursinho intensivo pro Gab – sai quanto ?

    Gustavo, mais uma vez você faz pensar!

    beijos e beijos
    Karina

    Comment by Karina — 25/05/2014 @ 2:00 AM


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