windmills by fy

25/05/2014

– rainy saturday morning … and my facebook is – one more time – saving the queen .

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:14 AM

 

RELÓGIO MEXE VÓRTICE time

 

 

Um think tank é uma instituição investigadora ou outro tipo de organização que oferece conselhos e idéias sobre política , comércio e interesses militares .

O nome provém do inglês, pela abundância destas instituições nos Estados Unidos, e significa “depósito de idéias”.

Alguns meios em espanhol usam a expressão “usina de idéias” para referir-se aos think tank.

Excelente contribuição  musical do Billy Shears .

Ilustração:

Laura Laine

Carson Ellis

Liam Gold

Fy

21 Comments »

  1. O esquerdista fanático e o direitista visceral: dois perfeitos idiotas

    Direitista visceral e esquerdista fanático – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lênin, da doença infantil do comunismo

    Por Frei Betto

    Nada mais parecido a um esquerdista fanático, desses que descobrem a nefasta presença do pensamento neoliberal até em mulheres que o repudiam, do que um direitista visceral, que identifica presença comunista inclusive em Chapeuzinho Vermelho.

    Os dois padecem da síndrome de pânico conspiratório. O direitista, aquinhoado por uma conjuntura que lhe é favorável, envaidece-se com a claque endinheirada que o adula como um dono a seu cão farejador. O esquerdista, cercado de adversários por todos os lados, julga que a história resulta de sua vontade.

    frei betto direita esquerda
    Frei Betto: “Embora mineiro, não fico em cima do muro. Sou de esquerda, mas não esquerdista”.

    O direitista jamais defende os pobres e, se eventualmente o faz, é para que não percebam quão insensível ele é. Mas nem pensar em vê-lo amigo de desempregados, agricultores sem terra ou crianças de rua. Ele olha os deserdados pelo binóculo de seu preconceito, enquanto o esquerdista prefere evitar o contato com o pobre e mergulhar na retórica contida nos livros de análises sociais.

    O esquerdista enche a boca de categorias teóricas e prefere o aconchego de sua biblioteca a misturar-se com esse pobretariado que nunca chegará a ser vanguarda da história.

    O direitista adora desfilar suas ideias nos salões, brindado a vinho da melhor safra e cercado por gente fina que enxerga a sua auréola de gênio. O esquerdista coopta adeptos, pois não suporta viver sem que um punhado de incautos o encarem como líder.

    O direitista escreve, de preferência, para atacar aqueles que não reconhecem que ele e a verdade são duas entidades numa só natureza.

    O esquerdista não se preocupa apenas em combater o sistema, também se desgasta em tentar minar políticos e empresários que, a seu ver, são a encarnação do mal.
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    O direitista posa de intelectual, empina o nariz ao ornar seus discursos com citações, como a buscar na autoridade alheia a muleta às suas secretas inseguranças. O esquerdista crê na palavra imutável dos mentores do marxismo e não admite outra hermenêutica que não a dele.

    O direitista considera que, apesar da miséria circundante, o sistema tem melhorado. O esquerdista vê no progresso avanço imperialista e não admite que seu vizinho possa sorrir enquanto uma criança chora de fome na África.

    O direitista é de uma subserviência abjeta diante dos áulicos do sistema, políticos poderosos e empresários de vulto, como se em sua cabeça residisse a teoria que sustenta todo o edifício de empreendimentos práticos que asseguram a supremacia do capital sobre a felicidade geral.

    O esquerdista não suporta autoridade, exceto a própria, e quando abre a boca plagia a si mesmo, já que suas minguadas ideias o obrigam a ser repetitivo. O direitista é emotivo, prepotente, envaidecido. O esquerdista é frio, calculista e soberbo.

    O direitista irrita-se aos berros se encontra no armário a gola da camisa mal passada. Dedicado às grandes causas, as pequenas coisas são o seu tendão de Aquiles.

    O direitista detesta falar em direitos humanos, e é condescendente com a tortura. O esquerdista admite que, uma vez no poder, os torturados de hoje serão os torturadores de amanhã.

    O direitista esbraveja por ver tantos esquerdistas sobreviverem a tudo que se fez para exterminá-los: ditaduras militares, fascismo, nazismo, queda do Muro de Berlim, dificuldade de acesso à mídia etc. O esquerdista considera o direitista um candidato ao fuzilamento.

    Direitista e esquerdista – os dois são perfeitos idiotas. O direitista padece da doença senil do capitalismo e o esquerdista, como afirmou Lênin, da doença infantil do comunismo.

    Embora mineiro, não fico em cima do muro. Sou de esquerda, mas não esquerdista. Quero todos com acesso a pão, paz e prazer, sem que os direitistas queiram reservar tais direitos a uma minoria, e sem que os esquerdistas queiram impedir os direitistas de acesso a todos os direitos – inclusive o de expressar suas delirantes fobias.

    Frei Betto é escritor, autor do romance “Minas do Ouro” (Rocco), entre outros livros. http://www.freibetto.org

    Achei bacana esta posição do Frei Betto diante desta ridícula véspera de eleições.
    Bel

    Comment by Isabel — 25/05/2014 @ 10:09 AM

  2. Oi moçada, todo mundo curtindo o frio, filme e chocolate quente. (vinho é mais tarde)

    Um assunto interessante, mas me parece bastante utópico. Talvez seja um pouco de descrença, ou saco cheio de qualquer coisa que mencione política, um tema que sempre me pareceu atraente e hoje me enoja.

    Eu dei uma espiada a respeito e trouxe um artigo não tão otimista como o de texto, mas que explica bem os prós e os contras: (o autor abrevia Thinktanks para TTs.)

    No pós-Segunda Guerra Mundial presenciou-se uma expansão e concentração dos TTs. Expansão, pois houve a multipli- cação de grupos intelectuais e movimentos sociais que buscavam alternativas frente à crise capitalista e ao modelo de Estado que ha- viam levado ao confronto central. Aliado a isso estava o avanço nos métodos de pesquisa em ciências sociais – dando caráter mais explicativo, preditivo e normativo às pesquisas acadêmicas. Con- centração, pois no contexto da disputa bipolar os Estados capitalis- tas buscavam amparar a criação de instituições de pesquisa e amparo a políticas públicas que auxiliariam na tarefa de construção de um modelo baseado na tentativa de superação do rival comunista.
    Todavia, a década de 1970 trouxe à tona as inconsistências desse modelo, com a crise do Estado de bem-estar social, a ascensão de movimentos sociais de contestação nos países centrais, a desestruturação do sistema econômico de Bretton Woods e a ascensão Novos Países Industrializados, que buscam a criação de uma Nova Ordem Econômica Internacional.

    Foi como resposta a essas transformações estruturais que o papel dos TTs assumiu uma nova forma, agora não mais como organizações filantrópicas que pensavam soluções para a crise de modernização capitalista, nem como organizações financiadas por um Estado que buscava nuclear atividades estratégicas. Eram agora grupos da sociedade civil que tinham na ideia de advocacy as bases para a defesa de temas como neoliberalismo e da superação do rival estratégico dos Estados Unidos.

    Foi assim que grupos neoconservadores encontraram uma forma efetiva de influenciar campanhas presidenciais e amparar políticas públicas. Concomitantemente, houve na década de 1980 uma resposta desses mesmos grupos para os debates sobre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento mediante a ampliação de agendas – agora voltadas para meio-ambiente, gênero, promoção da democracia e direitos humanos.

    Nessa época o modelo temático e organizacional norte-americano então dominante se espalhou pelo mundo. Houve uma explosão no número de TTs, sendo que metade dos TTs atuais foi estabelecida a partir de 1980. Como parte desse movimento que acompanhava o fim da Guerra Fria e a globalização, houve a criação de uma grande “indústria” de construção de TTs ao redor do mundo, baseada na importação do modelo americano de grupos de advocacy – que se reproduziu mais fortemente em regiões em que apresentavam uma crise da capacidade Estatal, como África e América Latina.

    Por outro lado, países emergentes que desfrutavam, por um lado, de maior autonomia e soberania e, por outro, experimentavam um processo de complexificação das relações sócio-econômicas, puderam adaptar o modelo vigente para as suas realidades locais. Vincularam os TTs a governos, universidades ou a um terceiro setor mais socialmente responsável. Foi também nesse período que maiores redes globais e regionais de TTs passaram a existir – sendo defensoras de projetos de globalização e regionalismo – de cunho mais ou menos liberal, mais ou menos desenvolvimentista.
    A despeito de suas particularidades históricas e diversidade atual, pode- se afirmar que a base de legitimação dos TTs está calcada no valor que o conhecimento adquire nas sociedades modernas, ao tornar-se fonte da racionalização do Estado e da política, esferas de estruturas cada vez mais complexas. Por um lado, entende-se que a modernidade funda-se na confiança nos que possuem conhecimento e expertise técnica; especialistas e tecnocratas que compõem os quadros das elites políticas. Por outro, teóricos críticos acusam o papel antidemocrático de elites intelectuais, como promotoras de interesses de classes e construtoras de verdades baseadas nesses interesses.

    Contudo, uma perspectiva mais realista percebe uma relação simbiótica em que elites intelectuais ganham poder e influência com a produção e disseminação do conhecimento, que governos ganham legitimidade pela racionalidade tecnocrática, e que esta pode gerar, de fato, o aprimoramento das estruturas dos governos e dos Estados.

    Não obstante, para que suas ide- ias possam surtir efeito prático, elites intelectuais necessitam de organizações bem estruturadas e relevantes, de ideias viáveis (econômica, política e administrativamente) e de se inserir em redes de interesses semelhantes (comunidades epistêmicas). Nessas condições podem servir como fonte de amparo ao tomador de decisão em um ambiente complexo de diversidade de informação e de racionalidade limitada.
    Por esse motivo, o papel das elites intelectuais organizadas, e dos próprios TTs, é sobretudo colaborar para a superação de três tipos de deficiências nas sociedades modernas. A primeira é a relativa ao gap operacional. Diz respeito às dificuldades operacionais dos governos em formular, implementar e avaliar políticas públicas.

    Nesse caso os TTs buscam amparar o processo com a produção de análises de caráter normativo-prescritivo. A atuação dos TTs gerará maiores capacidades operacionais de governo, seja qual for o objetivo das políticas públicas em questão (fortalecimento ou mesmo o enfraquecimento de capacidades Estatais).

    A segunda deficiência concerne ao gap estratégico da burocracia – que faz com que técnicos do Estado vinculem-se crescentemente a atividades de rotina da gestão e preocupem-se pouco com temas de interesse mais amplo e estratégico. Nesse caso, os TTs buscam trazer visões mais amplas da política, vinculando as políticas públicas com objetivos mais estruturais de Estado.

    A terceira deficiência é o gap participatório e as dificuldades de a sociedade civil pensar em problemas específicos e influenciar políticas públicas. Nesse âmbito, os TTs podem atuar (diretamente) como líderes da sociedade, pressionando e informando diretamente os legisladores e tomadores de decisão, ou indiretamente, como sensibilizadores da sociedade, para a compreensão de temas específicos, mediante a divulgação de análises e a educação.
    Dessa forma, a efetividade de um TT deve ser medida de acordo com o impacto que possui na esfera da sociedade e na esfera do governo/Estado. Esse foco específico na consideração e adoção de suas recomendações difere os TTs da Academia. Isso, pois aqueles têm na normatividade a sua base fundamental, enquanto que esta se calca prioritariamente na produção científica, apesar de não abdicar da produção de conteúdo normativo.

    Os TTs acabam sendo, portanto, uma ponte entre Academia e sociedade/governo/Estado.

    Traduzem pesquisas básicas e aplicadas em linguagem compreensível, confiável e acessível. Assim, sua capacidade de impactar ambas as esferas (sociedade e governo/Estado) dependerá de suas competências técnico-analíticas, seu papel na comunidade epistêmica, seu grau e tipo de financiamento e a funcionalidade de seus produtos (inteligência política).

    Além disso, para as consequências desse impacto importará o conteúdo ético que carrega a organização. O impacto na sociedade pode gerar tanto o fortalecimento dessa esfera, a partir da disseminação do conhecimento, quanto o seu enfraquecimento, em casos em que a organização produz desinformação, baseada em uma parcialidade excessiva ou no ideologismo.

    Com relação ao impacto no Estado, a despeito de favorecer a capacidade de governo, os TTs podem tanto auxiliar no processo de state-building, favorecendo a construção de instituições, quanto prejudicar esse processo, na medida em que contribua para políticas de enxugamento do Estado e de suas responsabilidades no provimento de segurança, justiça e bem-estar.

    Beijo a todos
    Tio Guz

    Comment by Gustavo — 26/05/2014 @ 7:55 AM

    • Lá embaixo Gus, o André colocou a possibilidade de think thanks favorecerem o estado. – Sim, é uma possibilidade indiscutível, óbvia. Mas, também é óbvio o contrário. O que me surpreende é o nível de insatisfação do brasileiro e como ele se acomoda – sem pensar em alternativa nenhuma.
      Nunca há nada de “novo” neste reino aqui …..

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:29 PM

  3. mas os Anonymous não são um exemplo de thinktanks? – Nós somos uma ideia! Uma ideia que não pode ser contida, perseguida e nem aprisionada! Somos Anonymous! We are legion!

    Comment by Patrícia — 26/05/2014 @ 9:30 AM

    • Sem dúvida, Patrícia. Muito bem lembrado. – Mas, aqui no Br, na colocação do autor, eu não vejo mais nenhum.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:32 PM

  4. Olha, eu não acredito que isto funcione aqui não. Nem mesmo em relação ao meio ambiente, que é uma necessidade indiscutível no mundo todo, deveria ter uma ong em cada quarteirão. Mas o brasileiro aprendeu a ser malandro, raça esquisita, a primeira propininha e taca aqui seu lixo, arranca as árvores mais pra dentro da mata que ninguém vê. Canso de ver isto por aqui.

    Comment by Gabriel — 26/05/2014 @ 9:47 AM

    • pois é…

      Eu não acho que seja muito diferente no resto do mundo, não. Mas aqui… a facilidade com que isto acontece é um fenômeno… –
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:33 PM

  5. Funcionar funciona, Gab. Mas o Gustavo explicou bem lá em cima, os think tanks são formadores de opinião, me pareceu que a função é criar idéias, resolver problemas, mas sobretudo influenciar. Seja como auxílio, seja para incrementar ou desfazer políticas. E por aqui sempre funcionou meio ao contrário do social, da nação como um todo, enfim. Desde que os portugueses pintaram por aqui.
    Raimundo Faoro em Donos do Poder, ao tratar das origens do Estado moderno e seu impacto na formação do Estado brasileiro, observa que o mundo português era Patrimonial e seus ecos soam na sociedade brasileira atual. Faoro argumenta que vem da colônia um sistema em que a “minoria exerce o governo em nome próprio, não se socorre da nação para justificar o poder, ou para legitimá-lo jurídica e moralmente. Esse domínio materializa-se por meio das instituições do Estado”.
    Celso Furtado , ao iniciar sua análise sobre a “formação dos grupos de pressão” na República Velha, lembra que os cafeicultores, no caso think tanks, utilizaram-se da máquina pública para implementar políticas que maximizavam seus ganhos e socializavam suas perdas, criando um mecanismo de transferência e concentração de renda, em que eles se beneficiavam do empobrecimento relativo dos assalariados rurais e urbanos, dos produtores agrícolas ligados ao mercado interno e dos empresários do setor industrial nascente, entre outros.
    Do ponto de vista histórico, até meados do século XX, com a exceção do Barão de Mauá, e de alguns poucos pioneiros da indústria, as elites brasileiras sempre buscaram, com eficácia, influenciar o Estado para promover uma economia agro-exportadora e concentradora de renda, mesmo durante períodos em que a liderança política do País impunha maior autonomia na definição do modelo de desenvolvimento, como nos anos 30 e 40 sob Getúlio Vargas. A evolução histórica desse processo fez com que o Brasil, entre muitos países em desenvolvimento, chegasse ao século XXI como um dos países com maior desigualdade de desenvolvimento humano do mundo. Toda a ong tem seu preço; pelo menos aqui.
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 26/05/2014 @ 10:02 AM

    • Toda a ong tem seu preço; pelo menos aqui.

      Todos os comentários giraram em torno deste refrão : ninguém duvida da falta de idealismo do brasileiro. Ou da maioria. Que pena, é um país tão próspero em potencial….
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:36 PM

  6. Meu face está idêntico Fy, acho que o de todos. Parece o álbum de família de todos estes larápios. Fora isto é aquela malhação da copa. O Brasil está confuso mesmo. Nada bom, nada bom.

    Comment by Adriana — 26/05/2014 @ 11:07 AM

    • Não dá nem vontade de abrir, é so careta e charges depreciativas. Enjoativo,

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:37 PM

  7. A idéia é ótima, nós precisamos de gênios. É um país decepcionado e perdido. Mas a malandragem é uma característica brasileira mesmo, como disse o tio Renato. Precisamos de think tanks porque por aqui só baixa think moneys .

    abraço
    Jorge Pinheiro Prado

    Comment by Jorge — 26/05/2014 @ 10:27 PM

    • Oi Jorge : think moneys… e, sempre meio infantís… descarados. Eu às vzs me sinto chocada com a desfaçatez deste governo em roubar assim na cara, sem o menor cuidado ou disfarce… e depois de tanto lixo escancarado > poder se candidatar na próxima eleição. Não deveria – a maioria está – respondendo processos e processos ?

      Isto é desrespeitar o povo além do razoável!!!! Oh … seus idiotas, votem em mim …

      Ou então eleição aqui é só fachada.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:41 PM

  8. Seu blog é simplesmente fantástico. Impressionante!

    Comment by L.Claudio Mello — 27/05/2014 @ 2:27 AM

    • Thanks L.Claudo Mello , seja bem vindo!

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:42 PM

  9. Fy, think tanks, na verdade, são intelectuais geradores de idéias, soluções – tudo bem, mas também são veículos de politicagem. Intelectuais contratados para traduzir o que uma determinada classe não consegue expressar sózinha, ou para trabalhar disseminando valores traduzindo-os a uma linguagem própria a cada classe. É um dos valores do intelectual. Isto incorre no famoso processo da doutrina. A força intelectual sempre escorrega para a centralização disseminando apropriadamente idéias afins.

    Não precisamos nem apelar pra Gramsci, é uma tática tão antiga quanto os evangelhos. Jesus e seus apóstolos eram think tanks. Sua habilidade em propagar idéias era criar uma versão acessível ao povo.

    Eu achei que a descrição do autor foi meio falha neste sentido. Ele apontou sómente o lado benéfico, espontâneo. Mas, é óbvio que os governos trabalham think tanks em seu proveito.
    abraço aí pra turma toda.

    Comment by Alexandre Golaiv — 28/05/2014 @ 5:08 AM

    • A força intelectual sempre escorrega para a centralização disseminando apropriadamente idéias afins.

      – é, André, mas idéias precisam ser disseminadas, de uma forma ou de outra, – as que descentralizam também. É verdade nos dois sentidos : mas imagine se somente as idéias pagas circularem.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 28/05/2014 @ 11:44 PM

  10. Hei, Fy! Tudo bem?

    God save the …future! Future? No fuuutuuuuure…..

    Pois é,,,,há uma sensação clara de que a confusão é generalizada. Muita corrupção e incompetência. O País patina e parece que estamos andando em círculos. Por via das duvidas ou por dúvida das vias…rsrs….transferi o meu título de eleitor para meu atual domicílio e irei votar, não por depositar minha confiança em um candidato – cândido?, os pensadores gregos devem estar se revirando no túmulo, em frente ao oráculo de Delfos…- mas, por saber exatamente quem eu não quero que continue no governo. O Brasil vai dar um salto quântico rumo ao futuro, profetizado(?) por Stefan Zweig? Não, mas…haverá alternância salutar de governantes ( nesse caso salutar mesmo…).

    Há uns 20 anos, durante uma conversa sobre política, um cara que estava prestes a se aposentar e que trabalhava num setor próximo ao meu, disse-me que iria se filiar ao PT e se “dedicar” à carreira política. Eu, ingênuo, elogiei pela escolha – naquela época o PT era vanguarda da ética na política – e ele, na cara de pau, descreveu seus planos: colar com os líderes do partido no município, descobrir algum nicho de atuação e se lançar candidato, pois essa era uma grande forma de faturar uma grana e ficar rico. Detalhe: o cara não tava brincando, era um projeto que ele tinha mesmo. Bom, nunca mais vi essa peça rara (esse cara era um personagem, dava nó em pingo d’água com luva de boxe), nem sei se ele logrou êxito em seu intento, mas quando essa História de mensalão veio à tona, lembrei-me desse diálogo.

    Bjs e…..um pouco de Beatles:

    And it really doesn’t matter if I’m wrong
    I’m right
    Where I belong I’m right
    Where I belong.
    See the people standing there who
    Disagree and never win
    And wonder why they don’t get in my door.

    Comment by billy shears — 31/05/2014 @ 1:28 PM

  11. ah… já estava com saudade !

    Tudo bem , Billy?

    Frase célebre : dar um nó em pingo d’agua com luva de boxe !

    Pena… Billy, um país tão lindo, tão colorido e fértil ….

    bj

    Faça um post com esta frase!!!!!!!
    Fy

    Comment by Fy — 01/06/2014 @ 1:40 AM

  12. Sensacional foi a escolha da música. Coloca no post, Fy. Vocês são uma inspiração.

    abraço, Billy.

    João Pedro

    Comment by João Pedro — 01/06/2014 @ 1:44 AM

  13. Coloquei, Jonas! – simplesmente genial.
    bjs a todos e muito obrigado por deixarem opiniões tão incríveis!
    Fy

    Comment by Fy — 01/06/2014 @ 2:27 AM


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