windmills by fy

20/08/2014

Afetos

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:37 AM

 

 


 




foto a post encontro texto 2


 

27 Comments »

  1. Quem sou eu

    Valter A. Rodrigues por Valter A. Rodrigues:

    Vitória da Conquista, BA, Brazil

    Em meus percursos tornei-me psicólogo [PUCSP/1975], aventurei-me numa formação em psicanálise e distanciei-me posteriormente dela mergulhando em estudos autônomos de filosofia (Espinosa, Nietzsche, Bergson, Deleuze, Guattari, Foucault…).

    Movido por minhas práticas como professor, fiz um mestrado em Comunicação, com um trabalho sobre as relações entre Subjetividade e Mídia (ver em Textos na Rede: Simulações de potência…).

    Dedico-me ao ensino universitário (desde 1990), à clínica (desde 1978) e à coordenação de cursos livres e grupos de estudos (desde 1980).

    Experimento-me ainda como membro/coordenador do coletivo Usina – Estudos e Práticas Micropolíticas, que surgiu, originalmente, em São Paulo, em 1993, como um grupo variável/ instável/rizomático de desejantes/militantes/poetantes leitores de Deleuze&Guattari + Pierre Lévy + Espinosa + Nietzsche + etc. com o nome Usina – Grupo de [es]Tudos (esse Tudos, que deriva de Multitudo [multidão; multiplicidade], foi sugestão do poeta Gerson Dudus, velho amigo de grandes batalhas que vive hoje em Macaé, ErreJota)…

    Comment by Fy — 20/08/2014 @ 7:09 AM

  2. Boa noite Windmills, Fy, belíssimo post. Em se tratando de encontros e mesmo de amor, a descrição foi perfeita. Quantas e quantas relações nos despotencializam, e o fazem ao ponto de nem termos força para rompê-las ou mesmo transforma-las. Ao mesmo tempo, como disse o autor vamos adquirindo outras, filhos, amigos, alunos, enfim, encontros que nos revitalizam. É isto que encontro aqui.
    Sofia

    Comment by Sofia Mastrada — 20/08/2014 @ 2:10 PM

    • Querida Sofia, Forças… sempre temos, – estamos vivos – o que pode ocorrer é sua despotencialização. E mts vzs reagir não significa sómente uma ruptura ao pé da letra. Há uma infinidade de rupturas às quais podemos recorrer. Uma delas é desligar as importâncias que algo ou alguém exercem sobre nós.
      E todas as vzs que vc ou alguem comenta, estará revitalizando uma idéia, um pensamento, uma atitude diferente. Por isto vc é absolutamente importante por aqui!
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 3:32 AM

  3. deveríamos ter uma antena ou um termômetro que sempre indicasse um mau e um bom afeto.

    Comment by Neuza — 20/08/2014 @ 11:13 PM

  4. Sofia, é verdade que muitas relações nos despotencializam, eu achei esta expressão total… e “lugares” que também produzem o mesmo efeito, você entra num pique e sai acabada…, mas mesmo assim, se esta percepção nos faz reagir, nos alerta, já se pode considerar um “bom” encontro. É como a Neuza, falou, deveríamos ter uma antena mas não temos, e se de repente não ousarmos, ficaremos estagnadas também.
    bjocas pra Sofia e pra todo mundo
    Ju

    Comment by Juliana — 21/08/2014 @ 5:40 AM

  5. Excelente texto. Mas temos que tomar cuidado para não romancear. Quando trazemos estes significados ao pé da letra para nossos relacionamentos amorosos podemos nos vitimar por uma ilusão. Até porque é humano que hajam encontros e desencontros numa mesma relação. É preciso uma visão muito ampla, neste caso, para que signifiquemos um encontro de bom ou mau. Muitas vezes um mau encontro ou afeto também aumenta nossa potência. É quando nos sentimos impelidos a interagir com o mundo, mesmo o particular, e desenvolvemos nossos reais valores, também.
    Bel

    Comment by Isabel — 22/08/2014 @ 3:51 AM

    • Bem lembrado, Bel.
      Eu penso tb que seja preciso não concluir que sómente os maus encontros possam estimular nossos instintos, nossas reações, nossa criatividade. Masss, não esquecer que tb podem, é muito bem lembrado.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 3:26 AM

  6. Muito bem lembrado, Bel, principalmente relevando um outro ítem deleuziano importante, o agenciamento, que se trata de uma associação de funções de agentes. Uma relação é um agenciamento, e os agentes são múltiplos e mantêm entre si uma constante relação. É pela relação das peças que a máquina funciona. Cada elemento da relação é um agente que tem uma determinada função; o conjunto das funções produz o agenciamento. Sómente os resultados desta corelação de agentes definirão se há um bom ou um mau encontro.

    beijo a todos
    tio Guz

    Comment by Gustavo — 22/08/2014 @ 6:00 AM

    • – É isto sim, Gustavo. – Vou deixar um vídeo que meu amigo facebbokiano me enviou – super filósofo e poeta- qdo leu o post:

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 3:17 AM

  7. “Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

    Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência.

    Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.
    Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.

    Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos,dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.

    Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, “solamente”, não basta.

    Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

    O amor é grande mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

    Um bom Amor aos que já têm!

    Um bom encontro aos que procuram!

    E felicidades a todos nós!”

    Marianne

    Comment by Marianne — 22/08/2014 @ 6:13 AM

    • E um bom encontro aos que procuram!

      super-mensagem, Marianne. como sempre.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 3:15 AM

  8. Quando alguem se propõe a uma historia de amor ou um relacinamento, o lance é encarar a aventura como se estivesse escrevendo um livro.
    Um livro não tem objeto nem sujeito; é feito de matérias diferentemente formadas, de datas e velocidades muito diferentes. Quando se atribue um livro a um sujeito, no caso à uma definição de bom-encontro, negligencia-se este trabalho das matérias e a exterioridade de suas correlações. Fabrica-se um bom deus para movimentos geológicos. Num livro, como em qualquer coisa, há linhas de articulação ou segmentaridade, estratos, territorialidades, mas também linhas de fuga, movimentos de desterritorialização e desestratificação. As velocidades comparadas de escoamento, conforme estas linhas, acarretam fenômenos de retardamento relativo, de viscosidade ou, ao contrário, de precipitação e de ruptura. Tudo isto, as linhas e as velocidades mensuráveis, constitui um agenciamento. Um livro é um tal agenciamento e, como tal, inatribuível. É uma multiplicidade – mas não se sabe ainda o que o múltiplo implica, a não ser que o apelo seja forte e meta-se as caras. Já quando ele deixa de ser atribuído, quer dizer, quando é elevado ao estado devamos ver se funciona, ou está funcionando de alguma forma, este agenciamento maquínico é direcionado para os estratos que fazem dele, sem dúvida, uma espécie de organismo, ou bem uma totalidade significante.
    Penso que seja o que importa, uma totalidade significante.
    abraço
    (tio) Renato

    Comment by Renato — 22/08/2014 @ 6:24 AM

    • Adorei Renato! que lindo isto !

      No Amor : há linhas de articulação ou segmentaridade, estratos, territorialidades, mas também linhas de fuga, movimentos de desterritorialização e desestratificação. É uma totalidade significante.

      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 3:14 AM

  9. Eu também acredito neste conjunto de fatores, que mesmo não sendo todos perfeitos e alegres, o que seria impossível e um verdadeiro pé no ¨%¨&*¨ acabem por produzir um bom encontro. Mas que deve ser insuportável manter um bad – meeting, tipo o ressentimento é vivido como infinito, deve. Mesmo que seja em família, trabalho, sob qualquer ciscunstância, e muitas vezes se é praticamente obrigado.

    Comment by Juliana — 22/08/2014 @ 6:43 AM

    • Mas que deve ser insuportável manter um bad – meeting, tipo o ressentimento é vivido como infinito, deve.

      Terrível, mas tem tudo a ver com o que a Sofia disse lá em cima: a despotencialização é tamanha que vc acaba não conseguindo reagir. Despotencialização é perda de forças.
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 3:09 AM

  10. Todos fizeram comentários muito bons, mas vale lembrar que para Espinoza, bom e mau tem um segundo sentido, qualificando dois modos de existência do homem: será dito bom (ou livre, ou razoável, ou forte) aquele que se esforça, tanto quanto pode, por organizar os encontros, por se unir ao que convém a sua natureza, por compor a sua relação com relações combináveis e, por esse meio, aumentar sua potência. Pois a bondade tem a ver com o dinamismo, a potência e a composição das potências. Dir-se-á mau, ou escravo, ou fraco, ou insensato, aquele que vive ao acaso dos encontros, que se contenta em sofrer as consequências, pronto a gemer e a acusar toda vez que o efeito sofrido se mostra antagônico e lhe revela a sua própria impotência.

    Relações combináveis não significa que sejam perfeitas o tempo todo, ou iguais, ou interminavelmente satisfatórias. Até mesmo as peças do motor de um carro precisam de lubrificante para evitar desgastes, aquecimento excessivo, etc. E a segunda parte, relacionada ao escravo, o fraco ou insensato é um alerta mais do que verdadeiro e válido.
    abraço
    João Pedro

    Comment by João Pedro — 22/08/2014 @ 8:52 AM

    • hahaha > relações combináveis! … não idênticas …
      bj
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 2:57 AM

  11. Esqueci de falar que esta propaganda do Armani é incrível.

    Comment by João Pedro — 22/08/2014 @ 8:52 AM

  12. Aloha,

    Resumindo: “a música (toda a música) fica a serviço de um continuum cósmico, virtual, do qual até mesmo os buracos, os silêncios, as rupturas, os cortes fazem parte.” (Deleuze e Guattari, 1980)
    abraçoaê
    TocaYo

    Comment by TocaYo — 22/08/2014 @ 9:14 AM

    • Ah… isto mesmo… música.
      beijo menino
      Fy

      Comment by Fy — 23/08/2014 @ 2:56 AM

  13. beijo menina,

    – uma musica só pra você:

    Comment by TocaYo — 23/08/2014 @ 3:39 AM

  14. Eu adoro vir aqui filosofar um pouquinho com vocês! Tudo muito genial! Alguem sabe o nome da música no vídeo do Armani?
    abraço

    Comment by Patrícia Leme — 23/08/2014 @ 4:49 AM

  15. Oi Patrícia Leme, eu também procurei e procurei, o máximo que consegui foi isto : The song was made just for this, it doesn’t have a name and its not available anywhere.

    É linda, sim !

    Seja bem vinda !

    bj
    Fy

    Comment by Fy — 23/08/2014 @ 5:56 AM

  16. ê amigão Cayto, sempre bem na fita, digo na foto, digo huahuhauhau

    é o que eu sempre digo: Não há bem que sempre dure e mal que não se acabe.

    Excelente post
    abração
    Gab

    Comment by Gabriel — 23/08/2014 @ 6:11 AM

  17. Deve haver algo de errado comigo,sou um imã pra maus encontros,bad trips, e uma idiota em relação às consequências. Adoro este blog.

    Comment by anonima — 25/08/2014 @ 10:44 AM

  18. Parabéns pela escolhas dos textos. Há algum email para contato?

    Comment by Márcio — 26/08/2014 @ 12:58 AM

  19. No caso eu gostaria de saber como vcs conseguem esta distribuição de gravuras e também enviar alguns textos meus. Obrigado.

    Comment by Márcio — 26/08/2014 @ 1:00 AM


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