windmills by fy

31/05/2012

before the next ….

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:03 PM

 

 

                                            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

       

                          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pedes:

 

 

- um café ,

- um lugar à frente ,

- um  ” combinado ” e um copo de tinto ,

- uma caneca de cerveja ,

- uma escova de dentes ,

- uma agenda .

 

 

Pagas , metes no bolso , sentas-te , consomes .

Pegas no Le Monde que está no topo da pilha de jornais

e colocas duas moedas de vinte cêntimos no prato do vendedor .

Nunca dizes se faz favor , bom-dia , obrigado , adeus .

Não pedes desculpa .

Não perguntas onde hás-de ir .

 

 

Andas por aí ,

Andas por aí ,

Andas por aí .

 

 

Caminhas .

 

 

Todos os momentos têm a mesma importância ,

todos os espaços se parecem uns com os outros .

Nunca tens pressa , nunca te perdes .

Não vês as horas nos relógios .

 

 

Não tens sono .

Não tens fome .

Nunca bocejas .

Nunca ris às gargalhadas .

( … )

 

 

A indiferença dissolve a linguagem , baralha os sinais .

És paciente e não esperas ,

és livre . . .    . . .  e não escolhes ,

estás disponível e nada te mobiliza .

 

 

Não pedes nada ,  não exiges nada ,  não impões nada .

Ouves mas não escutas , vês mas nunca olhas : as fendas do teto , os tacos do assoalho ,

o desenho dos ladrilhos , as rugas em redor dos teus olhos ,

as árvores , a água , as pedras , os carros que passam ,

as nuvens que desenham no céu formas de nuvens .

 

 

Agora , vives no inesgotável .

 

 

Cada dia é feito de silêncios e de ruídos , de luzes e de negro ,

. . .   de espessuras ,  de esperas ,  de arrepios .

 

 

O dia é feito de silêncios . Sem ruídos .

 

 

Não há luzes , não há negros .

 

 

Não há espessuras ,   não há esperas .

 

 

Não há arrepios  .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Fy

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

21/05/2012

for ToNiGhT:

Filed under: Uncategorized — Fy @ 11:58 AM

 do TocaYo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TocaYo e Fy

07/05/2012

Midnight Marie – !

Filed under: Uncategorized — Fy @ 12:55 PM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos , Maria da Graça , eu te dou este livro :

“ Alice no País das Maravilhas ” .

 

Este livro é doido, Maria .  - Isto é: o sentido dele está em ti .

 

Escuta : se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca .

Aprende , pois , logo de saída para a grande vida ,

a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas , inclusive as loucas .

 

 

Aprende isso a teu modo ,

pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade .

A realidade , Maria , é louca .

Nem o papa [ ha-ha ] , ninguém no mundo , pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha :

 

 

” Fala a verdade Dinah ,    – já comeste um morcego ? ” .

 

 

Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível .

Para melhor ou pior , isso acontece muitas vezes por ano .

 ” Quem sou eu no mundo ? “.    - ah … ]    –  Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente .

Quantas vezes mais decifrares essa charada ,

tão entranhada em ti mesma como os teus ossos , mais forte ficarás .

Não importa qual seja a resposta ; o importante é dar ou inventar uma resposta . Ainda que seja mentira .

 

 

A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável .

Foi o que Alice falou no fundo do poço :   

” Estou tão cansada de estar aqui sozinha ! ” .   

O importante é que ela conseguiu sair de lá ,   : : :  abrindo a porta .

A porta do poço !   

Só as criaturas humanas  [ nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados ] conseguem abrir uma porta bem fechada ,

e        [ . . . ]      vice-versa , isto é , fechar uma porta bem aberta .

 

Somos todos tão bobos , Maria .

Praticamos uma ação trivial ,

e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências .

Quando Alice comeu o bolo , e não cresceu de tamanho , ficou no maior dos espantos .   

Apesar de ser isso o que acontece , geralmente , às pessoas que comem bolo .

 

 

Maria , há uma sabedoria social ou de bolso ; nem toda sabedoria tem de ser grave .

A gente vive errando em relação ao próximo

e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia  :    ” Oh , I beg your pardon ! ” .

 

 

Pois viver é falar de corda em casa de enforcado .

Por isso te digo , para a tua sabedoria de bolso :

se gostas de gato , experimenta o ponto-de-vista do rato .   

Foi o que o rato perguntou à Alice :   ” Gostarias de gatos se fosses eu ? ” .

 

Os homens vivem apostando corrida ,  Maria .   

Nos escritórios , nos negócios , na política , nacional e internacional , nos clubes , nos bares ,

nas artes , na literatura , até amigos , até irmãos , até marido e mulher ,

até namorados todos vivem apostando corrida .   

 

 

São competições tão confusas , tão cheias de truques , tão desnecessárias , tão fingindo que não é ,

tão ridículas muitas vezes , por caminhos tão escondidos , que , quando os atletas chegam exaustos a um ponto ,

costumam perguntar :  ” A corrida terminou !   – Mas quem ganhou ? ” .   

 

 

É bobice , Maria da Graça , disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu .

Se tiveres de ir a algum lugar , não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar .

Se chegares sempre aonde quiseres , ganhaste .

 

Disse o ratinho :

 

” Minha história é longa e triste ! ” .   

 

 

ah … ]   – Ouvirás isso milhares de vezes .  

 

 

Como ouvirás a terrível    [ ui !  ]   variante :   ” Minha vida daria um romance “  .   

Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes ,

e como todas as vidas dariam romances , pois o romance é só o jeito de contar uma vida ,

foge !   :  polida mas energicamente , dos homens e das mulheres que suspiram e dizem :

 ” Minha vida daria um romance ! ” .   Sobretudo dos homens . Uns chatos irremediáveis , Maria .

 

 

Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos .

Mas , ao contrário do que se pensa ,

os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente , mas devagar , muito devagar .

Quero dizer o seguinte : a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde .

Como talvez seja mais tarde , prepara-te para a visita do monstro , [ ha ha ha ]

e não te desesperes ao triste pensamento de Alice :  

” Devo estar diminuindo de novo ” .    . . . Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente .

 

E escuta esta parábola perfeita :

Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo .

Isso acontece muito , Mariazinha . 

 

  

Mas não sejamos ingênuos , pois o contrário também acontece .   

 

E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim :  

 

o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte .

É isso mesmo .

 

 

A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida

uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos

e de rinocerontes que parecem camundongos .   

 

 

O jeito é rir no caso da primeira confusão

e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo .   

 

 

E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico ,

nunca devemos perder o bom-humor .

 

 

Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor :

 

 

uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros ;

 

 

uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho ,

para perdoares a ti mesma , para rires de ti mesma ;

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por fim , mais uma palavra de bolso :   

às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento , com uma tal complacência ,

que tem medo de não poder sair de lá .    

 

 

Ah … ]    – A dor também tem o seu feitiço , e este se vira contra o enfeitiçado .   

Por isso Alice , depois de ter chorado um lago , pensava :   ” Agora serei castigada , afogando-me em minhas próprias lágrimas … ” .

 

Conclusão :   

 

 

a própria dor deve ter a sua medida :  

É feio , é imodesto , é vão , é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor , Maria da Graça .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

 

16/04/2012

Mind X Body ? … – I -

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:19 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há muito tempo discute-se o pensamento : seus prolegômenos , suas formas e funções ,

seus princípios e orientações , suas geografias e territorialidades , suas organizações e

fundações .

 

 

Muitas imagens remetem a um pensamento como estrato , imobilidade ,

doutrina .

O presente artigo tem como objetivo experimentar um pensar livre , leve , alegre

e afirmativo , colocando para dançar todo o corpo adestrado , educado e enrijecido pelo

sensório motor – etc …

 

 

Uma subversão em torno do pensamento da representação , –  da imagem

dogmática do pensamento .

 

 

Busco tratar aqui do pensamento de Nietzsche e Deleuze ,

dos desdobramentos feitos por Badiou e das reflexões de Mallarmé e Valery a respeito

de um pensamento-dança .

 

 

Trata-se , pois , de um pensamento que vem se apresentar sob

a forma de dança e que faz viver o corpo em pensamento .

 

 

De um pensamento-dança que

se encontra na fluidez dos movimentos .

 

 

Dançar o corpo , o pensamento , a escrita .

Dançar a vida .

Um pensamento corporal e dançante escapa a rigidez do pensamento estratificado ,

linear , arbóreo .

 

 

 

Ah… – Feito de pausas , ritmos , imagens , silêncios , gestos , vozes , –  pensamento que se ex-pe-ri-men-ta .

 

 

A cada passo , um novo pensamento .

A cada gesto , uma nova imagem .

E . . .  no entrelaçamento entre a dança , o corpo e a escrita , o pensamento se desnaturaliza .

 

 

A escrita possui um corpo , este corpo dança , este corpo que dança pensa , aquilo que pensa é um corpo ,

. . .  a vida dança .

 

 

A própria variação posta em variação produz outros sentidos , expondo

o conceito à sua própria exterioridade , variando no seu outro , na relação com algum

paradoxo , alguma imagem , alguma cintilação .

 

 

São corpos-pensamentos que se lançam para fora da gravidade

e vão criar linhas de fuga para liberar-se da forma .

 

 

Misturam- se ,

movimentam-se ,

relacionam-se ,

são afetados por ações e paixões ,

são interceptados por fluxo .

Nessa possibilidade de pensamento , criam-se espaços , inventam-se planos ,

perfuram-se certas espacialidades .

 

 

Explicar uma coisa é quase deformá-la ou estratificá-la e muito pouco tem a ver com o pensar.

Pensar é substituir o arbitrário ao desconhecimento verdadeiro .

 

Contrariamente a toda ontologia metafísica baseada no pensamento da representação ,

podemos pensar com Nietzsche e Deleuze , que o pensamento é da ordem da Vida ,

sendo , portanto somente :  movimento .

 

 

 

O objeto do pensamento para Nietzsche  – 1998 –  é o sentido e o valor

e  não a verdade .

O sentido e o valor não se opõem ao erro , mas à tolice , à besteira , à baixeza .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Nesse sentido , pensar  para Nietzsche não é ver objetos no mundo ou fenômenos neutros ,

mas ver o objeto ou o fenômeno como sintomas das forças que geram esse efeito ,

já que é na relação de forças que o sentido emerge .

 

 

Então quem dá o valor é o criador de valores ,

pois , ele cria modos de viver e maneiras de pensar .

 

 

Nietzsche descreve  em Zaratustra a metamorfose do espírito que se transforma em camelo , leão e criança .

 

 

O espírito se torna camelo quando carrega os valores  “superiores”   

[ divinos ou humanos ] -

mas acaba no deserto e se torna leão .

O leão devora os valores superiores estabelecidos dizendo não a esses valores

e esse não libera o espírito [ mente ]  para criar ou inventar .

 

 

 

 

                                                               O espírito torna-se então criança , – “ inocência ,

                                                - é a criança e esquecimento ; – um novo começo , um jogo ,

                         uma roda que gira por si mesma , um movimento inicial , um sagrado dizer  SIM ”

                                                                                  - NIETZSCHE , 2006 , p. 53 - 

 

 

 

 

A metamorfose é um meio para liberar o corpo , o

pensamento e os devires , para a transvaloração de todos os valores .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neste trecho, parafraseando Pelbart em seu prefàcio à  Maura Baiocchi , 

e explorando ao máximo a metáfora da dança nesta idéia de um corpo-pensamento

e que invoca o sentido do múltiplo :

corpo-mente ,   nas suas relações com a dança , com o ritual , com a música ,

com a textualidade , com a corporeidade ,

com a materialidade  , com o cosmos , com a Vida , com a filosofia ,

percebemos uma tendência que nos atravessa e nos percorre em círculos concêntricos , 

esferas cada vez mais amplas ,  nos limites , na   não – totalidade .

 

 

 

 

 

Isso tem a vantagem de favorecer as conexões , a multiplicidade das dimensões ,

a heterogeneidade sempre em função de uma perspectiva prospectiva , propositiva .

 

 

 

 

 

 

O pensamento , assim ,  é a própria potência que gera sentidos

e valores como objeto do próprio pensamento .

 

 

Nietzsche  – 1998 –  falará também que o pensamento necessita de

uma faculdade do esquecimento sempre ativa , de uma consciência limpa da memória

de marcas , das impressões que a congelam , mantendo-a com seu frescor , sua pureza ,

sua leveza .

 

Seria , pois , impossível viver novas sensações , novas experimentações , novos

encontros com uma consciência invadida por marcas ,

pois as marcas viram filtros e toda a sensibilidade torna-se : codificada .

 

 

 

 Também em Deleuze  [ 1992 ]  podemos ver que o pensamento tem direções e

dimensões.

 

 

O pensamento se orienta antes de entrar em algum sistema , antes de inventar

teorias ou de se atrelar a alguma estrutura .

 

 

O pensamento, para Deleuze  – 1992 – , se dá numa pura exterioridade , num fora .

 

 

 

 

Fora de que ?

 

 

Fora da consciência , da subjetividade , da interioridade , fora do saber .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O pensamento é expressão , relação de forças e a força não precisa da forma .

Então é preciso encontrar as forças que levam a pensar , que forçam a pensar ,

que violentam o pensamento , pois é somente por uma coerção , de uma violência ,

de um encontro de forças que o pensamento pode pensar .

 

Se pensar é pensar fora do saber , então ,  pensar também é pensar fora do poder .

Respirar fora do saber , fora do poder é buscar uma maneira alegre de viver e uma forma

afirmativa de pensar .

Deleuze desejava levar o pensamento para o fora , devolver – lhe  a vida ,

o ar puro , tirá-lo do sedentarismo .  – [ e do mofismo ...

                                                                                                                                 - DELEUZE  - 1992 -  

 

 

 

 

 

- a filosofia platônica é a origem do pensamento representacional , pois

em sua leitura encontramos  todos os elementos

que constituem o modelo da representação : a identidade existente entre a cópia

e o modelo a ser copiado  - a imagem moral calcada no senso comum [ o modelo

é verdadeiro , pois idêntico a si próprio ] - e o exercício de re-cognição [ re-conhecer

aquilo que permanece idêntico a si próprio , ou seja , re-conhecer a  “ verdade ” . . .  ] .

 

 

 

 

 

 

 

 

 O pensamento sedentário é um pensamento arborescente ,

fixa raízes , fundamentos , desenvolve seus caules e suas folhas ,

seus frutos como valores estabelecidos .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um pensamento-rizoma descentra o pensamento das faculdades que lhe são sempre associadas :

- razão , entendimento , imaginação .

No rizoma não existem senão linhas que fazem proliferar o pensamento em sua multiplicidade .

 

Então o pensamento é necessariamente nômade .

Não pensa coisas fixas , origens ou finalidades . Não precisa obedecer a uma imagem para poder pensar .

É nesse sentido que pensar é sempre da ordem do impensado  - DELEUZE -  1992-  .   

 

 

 Subtraído de toda a preexistência de um saber , da nudez de conceitos ,

de ornamentos , o pensamento então . . .

 

ah  . . .   . . . pode . . .  pensar .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hy , everyone! I’m sorry but I’m In the midst of a very busy month !!!

but I’m hope you can enjoy yourselves with this little one … [ in this raining Sunday ]

Thank’s Billy , to break this silence : repeat my friend : we love your songs !

Luciana , I’m going … – I’m looking for answers too.  - Come together !

Bjs

Fy

 

 

FONTES :

 

Peter Pál Pelbart

Paul Valéry  

Gilles Deleuze

Mallarmé

Angélica Vier Munhoz                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Professora do Centro Universitário UNIVATES/RS/BRA – Doutora em Educação pela UFRGS.

 Alessandro Carvalho Sales                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Doutorando em Filosofia pela UFSCar e Bolsista da FAPESP .

 

 

15/03/2012

Aporia – 2

Filed under: Uncategorized — Fy @ 9:51 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The person who risks nothing , does nothing ,

has nothing , is nothing , and becomes nothing .

 

 He may avoid suffering and sorrow , 

but he simply cannot learn and feel

and change and grow and love and live .

- Leo F. Buscaglia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Pelas metáforas e imagens recebidas ,

pelas significações culturais a nós transmitidas

[ implicando em suas dobras fragmentos holográficos de natureza ] ,

pelo inconsciente maquínico conectado ao fora , pelas técnicas materiais , as escrituras

e as línguas sob a dependência das quais pensamos e produzimos nossas mensagens ,

tudo aquilo através do que experimentamos e vivemos , 

o mundo é precisamente o próprio mundo ,

a começar por nosso corpo de sapiência . 

 

 

 Mais do que grosseiramente adaptado ao seu nicho-universo ,

o organismo vivo é certamente seu produtor ; nisso é preciso seguir Varela .

Mas devemos reconhecer igualmente que o mundo exterior , ou se quisermos ,  “ o meio ”  ,  

já está também sempre incluído no organismo cognoscente que produz .

 

 

No   ‘ vivo ’   , o mundo se redobrou localmente em máquina autopoiética e exopoiética , produtora de si e de seu fora .

 

 

Acima do mundo empírico experimentado por nós ,

o mundo transcendental que evocamos aqui não é certamente redutível a algum estrato físico ,

ou biológico , ou social , ou cognitivo , ou qualquer outro .

 

 

Tampouco é a soma ordenada ou bem articulada dos estratos .

 

 

Trata-se do mundo como reserva infinita , trans-mundo ,

sem hierarquia de complexidade ,

sempre e por toda parte diferente e complicado :

 Cosmópolis . 

 

 

 Corpos , culturas , artifícios , linguagens , significações , narrações…  

o empírico torna-se transcendental e o transcendental faz advir um mundo empírico .

 

 

“Isso” se dobra e se redobra em transcendental e empírico .  

A dobra é o acontecimento , a bifurcação que faz ser .

 

Cada dobra , ação-dobra ou paixão-dobra , é o surgimento de uma singularidade , o começo de um mundo .

 

 

 

 

A proliferação ontológica é irredutível a uma ou outra camada particular dos estratos ;

igualmente irredutível a qualquer dobra-mestra como aquela do ser e dos entes ,

da infraestrutura e da superestrutura , do determinante x e do determinado y .

 

 

 

O mundo total e intotalizável , o trans-mundo cosmopolita , diferenciado ,

diferenciante e múltiplo é , ao contrário , infinitamente redobrado ,

ele fervilha de singularidades nas singularidades , de dobras nas dobras .

 

 

 

 As oposições binárias maciças ou molares como a alma e o corpo , o sujeito e o objeto ,

o indivíduo e a sociedade , a natureza e a cultura , o homem e a técnica , o inerte e o vivo ,

o sagrado e o profano , e até a oposição de que partimos entre transcendental e empírico ,

todas essas divisões são maneiras de dobrar,

 resultam de dobras-acontecimentos singulares do mesmo  “ plano de consistência ”    – Deleuze e Guattari – .

 

“ Isso ”   poderia ter se dobrado de outra maneira .

E como a dobra emerge num infinitamente diversificado mas único ,

sempre se pode remontar ao acontecimento da dobra ,

seguir seu movimento e sua curvatura , desenhar seu drapê ,

passar continuamente de um lado para o outro .

 

   

Os dualismos achatam e unificam violentamente o que eles distinguem ,

impedindo , assim , de localizar as dobras e as curvaturas pelas quais passam as regiões do ser, uma na outra .

 

 

 

 

 

 

 

Fy

 

 

10/02/2012

Aporia – 1

Filed under: Uncategorized — Fy @ 7:09 AM

 

 

 

 O        H O M E M  

a despeito de suas pretensões artísticas , sua sofisticação e suas muitas realizações , 

deve sua existência a uma camada de 15 centímetros de solo e ao fato de que chove .

.

.

 

- Autor desconhecido -

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O pensamento deve lançar-se acima dos  “ fatos ”   para interrogar-se ,

não apenas sobre suas causas mecânicas ,

mas também sobre o que os faz serem o que são ,

sobre os agenciamentos de enunciação de que eles são : os enunciados ,

sobre os mundos de vida e de significação do magma dos quais eles surgem .

 

 

 

 

Remontar até às fontes , tal é o sentido do problema do transcendental . 
  
 Através de que há um mundo ?

 

 

A história da filosofia e , parcialmente , a da ciência ,

podem ser consideradas como o conjunto de proposições

que foram articuladas para responder esta questão .

 

 

Evidentemente não é possível retomar aqui toda a história da filosofia e nem mesmo resumí-la .

Contentar-nos-emos com algumas sondagens inspiradas por alguns trabalhos recentes ,

depois mostraremos como as máquinas de Guattari   [ que podem ser tudo , exceto mecânicas ] 

nos ajudam hoje a   re-colocar este problema . 

 

 

 No lugar sem lugar da origem sempre presente , será preciso eleger , depois de Kant ,

um sujeito transcendental do conhecimento ?

 

 

Ou então , como os cognitivistas contemporâneos , uma arquitetura do sistema cognitivo humano ?

 

 

 

Isto nos remete imediatamente a uma nova instância ,

pois o fundamento biológico do sujeito cognitivo está no cérebro ,

como pensam hoje os conexionistas e os adeptos do homem neuronal .

 

 

Ora , mesmo correndo o risco de situar a última fonte no estrato biológico ,

não seria preferível considerar o organismo inteiro ,

suas operações recursivas e sua autopoiése , como o sujeito cognitivo último , aquele que calcula seu mundo ?

Nisto seguiríamos toda a corrente da segunda cibernética ,

especialmente ilustrada por von Foerster , Maturana e Varela .

 

Teríamos então atingido o termo ?

 

 

Não , pois o organismo tal como ele é , remete duas vezes às contingências da História :

o   “ fora”   intervém uma primeira vez através da construção ontogenética  e da experiência de vida ;

ele se aloja uma segunda vez no coração do organismo específico ao acaso da filogênese .

A evolução biológica , por sua vez , não pode se separar da história infinitamente bifurcante e diferenciada da biosfera ,

e até mesmo além . . .  –  ela se conecta rizomaticamente com a terra ,

com suas redobras e seus climas ,

com os fluxos cósmicos ,

com todas as complexidades da physis e de seu devir .

 

 

 

 

 

 

 

 

  

                                                                                                                                                                                                                                            

 

 

 

 Ao invés de conduzir , gradativamente , do cognitivo ao biológico e do biológico ao físico ,

a meditação do sujeito transcendental do conhecimento pode remeter a seu outro :

o inconsciente dos afetos , das pulsões e dos fantasmas .

Mas , ainda aqui , é impossível deter-se no inconsciente freudiano como um termo último .

 

 

Guattari e Deleuze mostraram que o dito inconsciente não se limita

a um reservatório de desejos incestuosos ou agressivos e recalcados ,

[  e neuróticas sombras . . . ameaçadoras  ]

 

 

 

          

                                                                                                                                   

 

 

 

 

 que está aberto  : sobre a História , a sociedade e o cosmo .

 

O inconsciente total , que não é mais concebido como uma entidade intrapsíquica ,

são os agenciamentos coletivos de enunciação ,

os rizomas heterogêneos ao longo dos quais circulam nossos desejos

e pelos quais se lançam e se relançam nossas existências .

 

                                                                                                                                             

 

 

Ora . . . 

não se pode estabelecer uma lista a priori de tudo o que entra na composição

dos agenciamentos de enunciações e das máquinas desejantes :

lugares , momentos , imagens , linguagens ,

instituições , técnicas , fluxos diversos , etc – etc – etc . . .  

E finalmente , de novo , descobrimos que o termo último ,

ou melhor , o horizonte sem fim do transcendental , aqui nomeado : [ . . . ]   “ inconsciente ”   [ . . . ] ,

 bem poderia ser o próprio mundo .  !

 

 

 Voltemos à encruzilhada de onde partimos , o sujeito do conhecimento ,

para seguir uma terceira via , aquela da empiria .

 

 

A experiência não é originária ?

 

 

 

 

 

E antes mesmo da experiência , os sentidos que a tornam possível ?

 

 

Em   Os cinco Sentidos , Michel Serres conseguiu a proeza de construir ,

a partir de cada uma das modalidades sensoriais , uma metafísica , uma física ,

uma gnosiologia , uma estética , uma política e uma ética .

 

 

A sensação seria , por conseguinte , fundadora .

 

 

Mas o próprio do tato , da audição , do olfato , do paladar

e da vista não seria o de se remeter ao mundo ?

 

 

Se a percepção faz existir para nós o fora , por outro lado ,

é também sobre o devir e o terrível esplendor do mundo que repousa a vida dos sentidos .

 

 

Ser ,   é ser percebido  ,   dizia Berkeley .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por uma reversão talvez previsível , o livro seguinte de Michel Serres , Statues ,

punha a coisa . . .  , a massa  , a exterioridade a mais densa no fundamento dos coletivos humanos ,

das subjetividades e do conhecimento .

 

 

O empirismo situa o mundo no coração do conhecimento .

É o que Kant, que havia pretendido colocar o sujeito no centro ,

demonstrou muito bem em sua metáfora da   “ revolução copernicana ” em filosofia .

Mas . . . :  por mais que se queira expulsar o mundo pela grande porta do transcendental ,

ele volta . . .  pelas janelas do corpo ,

sob o aspecto de imagens impalpáveis que habitam e fazem viver o sujeito ,

e pela força do tempo , . . .   que tudo transforma .  

 

 

Explorando outras vias ,

podemos remontar o sujeito individual às significações sociais que o habitam ,

ao imaginário instituinte que o atravessa (Castoriadis) ,

à remissão historial que o destina ( Heidegger )  ,

aos épistémai que estruturam seu discurso   ( Foucault )    etc.

 

Recordemos que a principal *aporia ,

quando se considera que  um transcendental histórico existe ,

. . .  mas . . .  sob o efeito de que causas , de que devires inominados , ele se metamorfoseia permanentemente ?

 

*-  Aporia  >  [Do gr. aporia , “ caminho inexpugnável , sem saída ” , “ dificuldade ” . ]

é definida como uma dificuldade , impasse , paradoxo , dúvida ,

incerteza ou momento de auto-contradição

que impedem que o sentido de um texto ou de uma proposição seja determinado .

 

 

 

 

 

 

Se concebêssemos causas e efeitos na região transcendental , o que então a diferenciaria do campo empírico ?

Todo o fatual e o contigente da História   ( geografia , quedas de impérios , propagações de religiões , invenções técnicas , epidemias  etc. )

não retroage sobre a região historial ?

.

 

 

 

 

 

Não resultam as idas e vindas do transcendental histórico , de efeitos ecológicos , de processos cosmopolitas ?

Ah . . .  > mais uma vez , para compreender   ” aquilo através de  que “   há um mundo ,

nós somos conduzidos à complexidade e aos redemoinhos do próprio mundo . 

 .

 

 

 

 

continua … depois do carnaval …

 

Fy 

 

 

 

 

07/02/2012

Ca$h Rule$

Filed under: Uncategorized — Fy @ 5:40 AM

 

 

 

 

 

 

http://black-march.com/ 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  via:  http://anarcoblog.wordpress.com/   ]

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GRAVURAS :

Laura Laine

Wordboner

 

FONTE :

http://anarcoblog.wordpress.com/

 

 

 

Fy

21/01/2012

Pensar não dói ! – raciocinar não machuca …

Filed under: Uncategorized — Fy @ 2:38 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy

01/01/2012

pro ano da Lua e do dragão

Filed under: Uncategorized — Fy @ 6:19 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Neruda diz que ama todas as coisas e que só o amor não gasta .

Por isso, vai de vida em vida , de guitarra em guitarra ,

sem medo da luz nem da sombra .

Leão Ramos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah…  cada post tão lindo “de fim-de-ano” : nos blogs dos meus amigos .

Alguns não escreveram , devem estar viajando ou qualquer coisa assim muito ocupados ,

outros mudaram tudo , e ainda outros apostaram muito neste ano cheio de Lua e de Dragões .

Outros se perguntaram ou explicaram porque escrevem – porque escreveram …

 

O blog do  Acuio  então…. merece uma olhada , mensagem pra lá de boa !

IÔ !!!!!!!!!!! João Acuio !

 

 

E eu ,  recebí um email do Drummond – bem no meio desta festa louca -  em que não se pode sair na rua ,

os cachorros são por demais inteligentes e taças de vinho escolhem alvos perfeitos . por enquanto .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

e . . . as coisas ficam diferentes . . .     > Mas é claro que ficam .

E se Drummond me permite , hahaha … eu penso que agente deve olhar assim pra si mesmo também .

Pra cada uma de nossas fases , nossos momentos , aquilo que escrevemos, aquilo que fomos ,

o que sentimos , o que desenhamos, o que fotografamos , enfim ;

tudo aquilo que nos construiu e que nos lança em um novo dia . sempre .

 

 

E então eu reservei um texto lindo do Thomas , pra este último dia do ano .

um texto que falou mto comigo , e que fala muito deste olhar ou deste jeito de olhar .

 

 

Cheers  Thomas !  , taí ,  - um super ano pra voce !

 

 

- Saudade , essas letras que por tanto tempo deixaram de me expressar .

Agora um lapso , num acaso , me encontro diante delas .

 

 

Não me lembro de muita coisa que escrevi , sorrio enquanto as leio em voz alta ,

a interpretação é agradável para alguém tão reservado .

 

 

Remorso , por não me lembrar.

 

 

Talvez as palavras tenham vindo de outro alguém , talvez fosse o efeito do álcool ou prestidigitador .

 

 

Vale-me a angústia tamanha pelo esquecer de tanta poesia .

 

 

Talvez não me lembre por que foi um ato de exorcismo ,

foram-me arrancadas palavras que não voltaram ;

Sinto agora um prazer por não ser atacado por elas , foram apaziguadas em seu exílio .

Suas tormentas se resolveram sozinhas .

 

 

E eu , que poderia ter feito eu , senão escrever ?

 

 

São memórias , lembranças e rascunhos de uma vida que tento tornar o mais plena possível , para valer a pena ser vivida .

 

 

Agora , nessa maré que vem , absorvo tudo , foram horas lendo , tantos risos , tantas dores , algumas lágrimas .

 

 

Surpresa , muitas palavras que não são minhas .

Muitos amigos cultos e ocultos . Teimam em continuar por aí , enchendo de ritmo todo esse mundo  .

 

 

Felicidade tranquila , por alforriar essas tantas coisas ; mais uma vez .

Por encontrar escritos e me rir de sua profundidade inesperada .

Por não me lembrar do por que , do como , e interpretar de maneira diversa .

 

 

Por , inocentemente ,  – apreciar o que fiz .

 

 

por  Thomas Freski .

 

 

 

 

                                                                  .

e  porque Drummond tambem disse que as palavras não nascem amarradas, elas saltam, se beijam,

se dissolvem, no céu livres,  por vezes um desenho, são puras, largas, autênticas, indevassáveis . . .

                                                                  .

 

 

 

 

ah … vambora , que  a Lua já tá em Áries . Vem 2012 , vem , vem !

 

com todas as  suas luas ,

todos os  seus dragões .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23/12/2011

Shake it up : it’s xmas!

Filed under: Uncategorized — Fy @ 3:34 AM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 of  my  mind

.

 

 

 

 

 

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fy 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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